Fallece el arquitecto Roberto Segre

La Jiribilla • La Habana, Cuba

El arquitecto y crítico Roberto Segre falleció este domingo 10 de marzo en la ciudad brasileña de Niterói víctima de un accidente, atropellado por una motocicleta. Nacido en Milán en 1934, estudió Arquitectura en la Universidad de Buenos Aires y era doctor en Historia del Arte por la Universidad de La Habana.

Imagen: La Jiribilla

Desde que, en 1963, Segre se radicó en Cuba, mantuvo una profunda relación con nuestro país. Entre sus proyectos en la Isla se recuerdan sus trabajos para la Segunda Bienal de Artes Plásticas de La Habana, en 1986. En 2007 recibió el título de Doctor Honoris Causa del Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría, institución a la que se había mantenido vinculado desde su fundación. Ese año reconocía que, aunque impartía clases en la Universidad Federal de Río de Janeiro, donde había hecho un doctorado en Planeamiento Regional, en realidad estaba “aquí y allá. Soy profesor de la CUJAE, vengo a dar mis cursos y viajo al Brasil, pero mi casa y mi familia son cubanas”.

Discípulo aventajado de los italianos Bruno Zebi y Giulio Carlo Argan, así como del maestro cubano Fernando Salinas, el arquitecto Roberto Segre sumaba a su ininterrumpida faena docente en numerosas universidades, una vasta producción intelectual y científica donde sobresalen los volúmenes Diez años de arquitectura en Cuba revolucionaria (1970); América Latina en su arquitectura (1975); Arquitectura y urbanismo de la Revolución cubana (1989); América Latina, fin del milenio: raíces y perspectivas de su arquitectura (1991) y Arquitectura Antillana del Siglo XX (2003).

Amigo de Oscar Niemeyer, Segre dejó inconcluso un libro sobre el arquitecto brasileño que se llamará Oscar Niemeyer. 100 años-100 obras. Segre formaba parte del Comité Internacional de Críticos de Arquitectura (CICA) y era coordinador del DOCOMOMO en Río de Janeiro. Para este hombre que dedicó su vida a una de las bellas artes la arquitectura era “el elemento o la expresión cultural más estable y permanente que una nación o una sociedad hace. Por lo tanto, de alguna manera refleja esa sociedad”.

 

 

Comentarios

He leido las palabras en honor a la vida y obra de Roberto Segre que fue editada por el Sr. Hélio de Mattos Alves en un comentario en el portal electronico Cubadebate, el texto es del profesesor Pablo Benetti y me permito transcribirla en La Jiribilla para que los lectores de este sitio aprecien la dimencion de la labor de Roberto Segre. Este texto esta en portugues pero ello no es una dificultad mayor para comprender la huella dejada por este hombre de bien. Cito : Pesar e Solidariedade – Homenagem ao professor Roberto Segre É com pesar que a UFRJ comunica o falecimento do professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Roberto Segre, ocorrido no último domingo (10/3). O corpo será velado na quarta-feira (13/3), das 9h às 17h, no Palácio Universitário da UFRJ (Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha – Rio de Janeiro). Confira, abaixo, texto do professor Pablo Benetti, pró-reitor de Extensão da UFRJ e ex-diretor da FAU, em homenagem a Roberto Segre. Roberto Segre Ítalo, argentino, cubano e brasileiro, Roberto Segre foi um condensado das lutas, esperanças e injustiças de nosso século. Nascido na Itália, sua família fugiu do nazismo e passou a viver na Argentina. Formado em Arquitetura em Buenos Aires, a maré revolucionária cubana o levou, em 1963, para a ilha, onde construiu uma sólida carreira universitária. Seu olhar foi moldado pela visão de uma América Latina única, grande e solidária, e sua contribuição teórica sempre teve este norte. Poucos detêm o conhecimento da arquitetura latino-americana que Segre detinha e plasma em obras que – embora contemporâneas – já nasceram clássicas e leituras obrigatórias. Sua obra América Latina Fim de Milênio é uma referência deste pensamento. Sua constante atividade de crítico de arquitetura lhe rendeu o convite para vir ao Brasil em 1994. Sua quarta pátria se soma às anteriores, Itália, Argentina e Cuba, que nunca abandonou e amava com carinho. Segre era cidadão do mundo, era de todas elas e acima delas. Quando perguntado, respondia que era ítalo-argentino-cubano-brasileiro, numa soma infinita dos lugares, lembranças e memórias que forjaram sua personalidade. Em terras brasileiras, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, através da sua Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, teve o enorme privilégio de contar com suas aulas na graduação e na pós-graduação. Professor titular concursado, prestava ao cargo seu prestígio e valorizava, com sua prática, a categoria de titular. Seu curso de Arquitetura Latino-americana fazia enorme e justificado sucesso. De uma vitalidade e entusiasmo ímpar, Segre conseguiu, em pouco tempo, ser reconhecido como pesquisador do CNPQ. Em volta dele, jovens arquitetos, certamente nascidos longe das guerras e revoluções que ele viveu, encontraram no mestre uma referência segura. Sua pesquisa sobre o Palácio Gustavo Capanema deve produzir em breve uma das maiores e mais consistentes análises. Esse monumento fundacional da arquitetura moderna brasileira terá no livro a ser publicado um registro ímpar. Inquieto e antenado, Bob, como gostava de ser chamado, procurava em sua pesquisa no Brasil utilizar as mais recentes ferramentas de computação. Isso o aproximava de jovens arquitetos e alunos da faculdade que, encantados com seu conhecimento e curiosidade, criaram um dos grupos de pesquisa mais vitais do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo FAU – UFRJ. Precocemente aposentado aos 70 anos, por força de uma lei ignorante, e ainda tendo muito a contribuir, foi recontratado como professor visitante. Afinal, quem seria capaz de deixar de fora tamanho talento e conhecimento? Nesse último domingo, durante sua caminhada matinal, foi surpreendido por uma moto, que o atropelou, causando–lhe a morte. Arquitetos, sonhadores, professores, alunos, colegas do mundo inteiro que o conheceram pessoalmente ou pelos seus livros e palestras estão de luto. A todos aqueles que tiveram a sorte e o privilégio de trabalhar junto com ele ficará a lembrança sempre presente de um inquieto pesquisador, fonte inesgotável de consultas e, acima de tudo, um velho camarada. Adeus.

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